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Chineses podem comprar parte da Odebrecht no Galeão!

O Rio Galeão realizou nesta quarta (19), de forma atrasada, o pagamento da outorga de 2016 da concessão do aeroporto, no valor de R$ 919,4 milhões. Além disso, prevê o pagamento de outros R$ 4,5 bilhões para os cofres do governo, em outubro desse ano, acertando 2016, 2017 e adiantando o pagamento das outorgas de 2018, 2019 e parte de 2020. Segundo nota divulgada pelo consórcio, a empresa “recebeu a aprovação do Ministério dos Transportes para o pedido de reperfilamento das próximas outorgas”; ou seja, o governo autorizou o grupo a adiantar o pagamento dos próximos anos, até parte de 2020.

Em meio ao acordo de pagamento surge também a possibilidade de venda da parcela da Odebrecth no equipamento. O Rio Galeão negocia com possíveis investidores para comprar a parte pertencente à construtora.

GRUPO CHINÊS NA BRIGA
Segundo a Reuters Brasil, um dos grupos que entram com força para a compra é o chinês HNA Group, que desde o ano passado possui participação também da companhia Azul, com 23,7% do valor econômico da aérea. A assessoria do Rio Galeão não nega, mas também não confirma o interesse do grupo chinês em se tornar sócio do consórcio, alegando cláusulas de confiabilidade.

Ainda segundo a fonte que revelou as informações para Reuters Brasil, a entrada de um novo sócio foi uma exigência do governo federal para resolver as pendências financeiras do grupo que administra o aeroporto. Além disso, a fonte teria dito que “as negociações indicam que os chineses devem comprar a parte da Odebrecht. Eles vêm com cacife e com apoio da Changi”, grupo de Cingapura que detém a outra parte do consórcio, e é responsável também pelo Aeroporto Internacional de Cingapura

Já segundo a assessoria do Rio Galeão, a entrada de outro sócio no lugar da Odebrecht servirá para outro propósito: a liberação do empréstimo do BNDES, emperrado devido às investigações da construtora na operação Lava-Jato, e que deverá ajudar no pagamento adiantado das outorgas.

AFINAL, QUEM É O DONO?
A administração do Aeroporto Internacional Tom Jobim é dividida em duas grandes partes: uma é de inciativa privada, que detém 51% do aeroporto, e a outra é da Infraero, que manteve 49%. Dos 51% privados, 60% são da Odebrecht e 40% da Changi.

Fonte: site Panrotas
em 21.abril.2017 às 15h25