Evento Check-in Turismo – Sebrae Rio

Durante o Check-in Turismo do Sebrae Rio 2025, no painel dedicado ao Afroturismo — do qual Eu, Rafael Moraes, participei ao lado de Taís Rosa e Luana, representando nossas vivências, pesquisas e práticas no território — ficou evidente que a Pequena África vive um momento simultaneamente desafiador e promissor. Nesse contexto, o Instituto Pretos Novos (IPN) ocupa um papel central tanto na superação desses desafios quanto na criação de novas oportunidades para o desenvolvimento local.

Hoje, a região ainda enfrenta uma infraestrutura urbana que não acompanha sua relevância histórica. A Pequena África é um patrimônio de escala mundial, mas carece de sinalização adequada, manutenção dos espaços públicos, acessibilidade e integração entre os pontos do Circuito de Herança Africana. Superar essas lacunas é essencial para oferecer um ambiente mais digno aos moradores e mais seguro, fluido e acolhedor aos visitantes.

O acolhimento também surge como um ponto estratégico. O IPN tem investido na formação de seus guias — todos credenciados, pós-graduados e especialistas na história afro-brasileira — garantindo excelência na experiência turística. No entanto, o território como um todo ainda necessita de mais profissionais qualificados, além de políticas que fomentem a hospitalidade comunitária e ampliem a participação de empreendedores da cultura, da gastronomia, do artesanato e da economia criativa.

Ao mesmo tempo, o Afroturismo tem ampliado significativamente as oportunidades na Pequena África. O aumento do fluxo de visitantes fortalece a economia local, valoriza guias, artesãos, artistas, iniciativas gastronômicas e pequenos negócios ligados à cultura afro-brasileira. O IPN impulsiona esse movimento ao dar visibilidade a experiências que conectam memória, identidade e território, além de atrair pesquisadores e turistas internacionais, favorecendo parcerias, eventos, projetos e ações educativas.

Contudo, para que essas iniciativas se mantenham e avancem, é indispensável garantir continuidade de políticas públicas, reconhecimento institucional e apoio financeiro estável. O Afroturismo não é apenas um segmento turístico: é uma estratégia de preservação da memória, reparação histórica, formação crítica e geração de renda para o território.

Em síntese, a discussão durante o Check-in Turismo do Sebrae Rio reforçou que fortalecer o Afroturismo na Pequena África significa investir em infraestrutura qualificada, acolhimento preparado e sustentabilidade de longo prazo. É assegurar que iniciativas como as do IPN continuem transformando vidas, impulsionando a economia local e posicionando o território como uma referência global em memória, cultura e patrimônio afro-brasileiro.

Foto: Kátia Silva | Kta Turismo 2025.

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